O governador Rui Costa (PT) deu uma resposta aos analistas ligeiros que já apontavam desgaste na base entre os seus dois principais aliados, PSD e PP, em torno da sucessão na Assembleia Legislativa.

Niltinho (PP) retirou a candidatura e Adolfo Menezes (PSD) vai ser eleito quase por unanimidade com o apoio da oposição, controlada pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM), cujo principal articulador é o deputado Sandro Régis (DEM).

O ex-presidente da Alba, Nelson Leal (PP), vai para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o vice-governador, João Leão (PP), vai para a Casa Civil, substituindo Bruno Dauster, que foi sufocado pelas compras dos respiradores fantasmas no ano passado e acabou no olho da rua.

Rui contemplou Otto Alencar (PSD) e Leão (PP). Dessa forma, o governador mantém a base e aponta para a sua sucessão em 2021, com a provável candidatura “natural” do senador Jaques Wagner (PT). Nos bastidores, há a versão de que Rui Costa ou será candidato a presidente da República, podendo ser também candidato a vice-presidente, ou terminaria o mandato no cargo de governador.

Exercício de futurologia

Aos apressados que já falavam em divisão de base, de debandada do PP para a oposição, e de que o governador não tem apetite para a política, Rui Costa mostrou que está comandando seu time. Contra ele e seus planos de manter o governo, há o desgaste dos 16 anos do PT no poder, e a escolha de um candidato que governou duas vezes, que vai enfrentar um candidato que tornou a oposição novamente competitiva após as três derrotas de Paulo Souto (DEM) e uma de Zé Ronaldo (DEM).

ACM Neto está exibindo os seus 8 anos de mandato que mudaram Salvador, calçados em uma gestão moderna e eficiente com resultados expressivos no campo social.

Por: Wender Lima.

Da redação do blog Tribuna de Palmira.

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