O ex-presidente Lula deixou Salvador nesta sexta-feira (26/08) após sua viagem de 12 dias por seis estados do Nordeste. O petista deixa a região com o apoio de líderes locais de siglas como PP e PSD, partidos que formam a base de sustentação de Bolsonaro. Outro ponto positivo de Lula pelo Nordeste é que o petista deixa região com chances reais de eleger sete senadores, entre petistas e de potenciais aliados, de nove que serão eleitos em 2022. Tudo o que o ex-presidente deseja politicamente para eventual governo petista a partir de 2023.

        As costuras foram realizadas de forma independente aos diretórios nacionais desses partidos, que tendem a tomar caminhos distintos na corrida presidencial, seja de apoio a Lula ao presidente Jair Bolsonaro, ou de sustentação a uma candidatura da terceira via.

        Na cúpula do PT, a avaliação é que o ex-presidente cumpriu a missão a que se propôs com a viagem: retomar contatos com antigos aliados, refazer pontes e pavimentar apoios para 2022, seja no primeiro ou no segundo turno.

        Legendas como PSB e MDB estiveram no centro das conversas políticas no Nordeste. Mas também houve avanço no diálogo com PSD e PP, além de muita conversa com legendas como Cidadania, PV, Podemos, PDT e PSDB.

        Com foco no segundo turno, o petista dialogou com os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cid Gomes (PDT-CE) no Ceará. Jereissati concorre à vaga de pré-candidato à presidência da República, em seu partido, e Cid é irmão de Ciro Gomes. Também buscou pontes com empresários e evangélicos.

        “Nós não negaremos diálogo com nenhum partido político. Por isso eu tenho viajado. Já encontrei com muita gente que era oposição e que quer conversar”, disse Lula em entrevista à imprensa em Salvador.

        Na Bahia, tanto PP e PSD aproveitaram a visita para anunciar publicamente apoio ao petista. Caciques dos dois partidos participaram na quarta-feira (25) de um jantar com o ex-presidente na residência oficial do governador Rui Costa (PT).

        O senador Otto Alencar (PSD-BA) foi peremptório e disse que estará no palanque de Lula mesmo que seu partido tenha candidato à Presidência: “O PSD da Bahia vai caminhar com Luiz Inácio Lula da Silva. Dou logo o nome completo”.

        Ao discursar em um ato do ex-presidente com movimentos sociais, foi além e prometeu trabalhar para atrair o apoio do partido em outros estados.

        “Meu trabalho no PSD não vai se resumir à Bahia. Meu propósito é reunir o PSD do Brasil para te apoiar em 2022. Sei de várias lideranças no Brasil que são simpáticas à candidatura de vossa excelência”, afirmou.

        Na mesma linha, o vice-governador da Bahia, João Leão (PP), anunciou apoio a Lula no próximo ano a despeito de seu partido fazer parte da base aliada do governo Bolsonaro.

        “Estamos juntos com Lula independente de qualquer condição”, disse Leão, destacando que os diretórios estaduais do PP tradicionalmente têm liberdade para formar suas próprias alianças.

Por: Wender Lima

Da redação do blog Tribuna de Palmira

0 comentáriosFechar comentários

Deixe um comentário