Com um pedido para que não lhe indagassem sobre seu futuro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez há dez anos, em 23 de dezembro de 2010, seu último pronunciamento oficial como presidente da República.

Nove dias depois, ele passou a faixa à sucessora eleita, Dilma Rousseff (PT), a quem se referia como “presidenta”.

Lula disse, em 10 minutos de cadeia de TV e rádio, que a competência da aliada era uma das razões que o levavam a crer que o país ampliaria as conquistas de seu governo, iniciado em 2003.

Dilma foi derrubada por impeachment em 2016, no segundo mandato, em meio a uma crise econômica e política. Ela e correligionários afirmam que houve golpe.

Dez anos atrás, ante especulações sobre eventual tentativa de retorno ao Palácio do Planalto, Lula pediu: “Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente”.

O petista – que àquela altura, segundo o Datafolha, tinha 83% de aprovação e deixou o Planalto como o presidente mais bem avaliado da história do Brasil – enfrentou desde a saída do cargo as acusações da Lava Jato. Condenado, acabou na prisão por 580 dias, entre 2018 e 2019.

O pronunciamento foi escrito e dirigido por João Santana, marqueteiro de ouro da era petista. O presidente e o então ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, fizeram ajustes no texto, como noticiou o jornal Folha de S.Paulo na época.

Procurado, Santana – outro atingido pela Lava Jato – não quis se manifestar. A assessoria de Lula também informou que ele não iria comentar.

Por: Wender Lima.

Da redação do blog Tribuna de Palmira.

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